Todas as postagens marcadas com saúde física

17Artigos

Saúde física3 dias atrás

A ANVISA, através da resolução RDC nº 269 de 2005, recomendava 200 unidades internacionais de vitamina D3 por dia para adultos, crianças e gestantes. É o extremo do limite de precaução. Hoje, ela "trava" nos 2.000 UI para suplementos de venda livre, mas, na prática clínica brasileira, o CFM (Conselho Federal de Medicina) permite que médicos prescrevam doses muito superiores para atingir níveis séricos otimizados, reconhecendo que a necessidade biológica é individual. Enquanto isso, a American Society for Bone and Mineral Research publicou evidências de que 10.000 UI diárias provavelmente não apresentam risco para quase toda a população. A diferença é gritante. Na Holanda, 12 ng/mL no sangue já é considerado suficiente. Para a Endocrine Society global, o mínimo é 30 ng/mL. Médicos brasileiros defendem 70-120 ng/mL. Alguns especialistas recomendam 40-70 ng/mL. Como chegamos a números tão absurdamente diferentes para algo que regula 3% do genoma humano? A resposta revela um descompasso perigoso entre ciência atualizada e prática política conservadora.

Saúde física3 dias atrás

Em 1936, cientistas identificaram uma substância que combatia o raquitismo e a chamaram de "vitamina D3". Era a quarta vitamina catalogada, então seguiu a ordem alfabética. Parecia lógico. Trinta anos depois, em 1966 - no ano em que nasci -, dois pesquisadores chamados Judith Lund e Hector DeLuca fizeram uma descoberta revolucionária: a D3 não é vitamina. É um pró-hormônio inativo, completamente diferente e desprovido das características comuns às vitaminas. Por que ainda chamamos de "vitamina"? Convenção. Décadas de publicidade. E porque está em suplementos alimentares, o que "justifica" o título. Mas a verdade científica é clara: D3 regula 3% do seu genoma - mais de 900 genes, 290 sínteses enzimáticas. Nenhuma vitamina faz isso. Só hormônios têm esse alcance. Como está a sua, no sangue, sabe?

Saúde física2 semanas atrás

Aos cinquenta anos, eu estava aproximadamente vinte quilos acima do peso ideal. Não era obesidade mórbida. Era sobrepeso significativo acumulado gradualmente ao longo de décadas. Pressão arterial estava começando a subir - ainda não hipertensão clínica, mas claramente em trajetória ascendente. Ultrassom havia detectado esteatose hepática - acúmulo de gordura no fígado, prelúdio comum para doença hepática mais séria. Ansiedade crônica que gerenciava com esforço consciente mas sem realmente controlá-la.Não estava em crise médica aguda. Mas estava em trajetória previsível. Os próximos passos eram claros: prescrição de anti-hipertensivos, estatinas, talvez metformina se a glicemia continuasse subindo. Possivelmente ansiolíticos. Uma lista crescente de medicamentos. Saúde declinante. Qualidade de vida deteriorando progressivamente. Eu havia testemunhado esse roteiro antes. Meu pai seguiu essa trajetória até sua morte relativamente precoce. Minha mãe viveu as consequências dela. O futuro estava delineado com clareza desconfortável se eu continuasse naquele caminho. Decidi não continuar.

Saúde física2 meses atrás

Em 2014, Dale Bredesen publicou estudo com 10 pacientes onde um protocolo multiterapêutico reverteu o declínio cognitivo em 9 deles. Desde então, o protocolo foi refinado e aplicado a mais de 500 pacientes com resultados similares. Quinhentos casos documentados de reversão de Alzheimer. Por que isso não é manchete em todos os jornais do mundo? A resposta não é conspiração. É mais mundana e reveladora sobre como sistemas funcionam. A medicina moderna é estruturada em torno de intervenções monoterapêuticas patenteáveis - drogas que podem ser prescritas universalmente, vendidas comercialmente, reembolsadas por seguradoras. Um protocolo multiterapêutico personalizado não se encaixa nesse modelo. Requer mudanças profundas em alimentação, exercício, sono, suplementação, gerenciamento de estresse. Não pode ser reduzido a uma pílula.

Saúde física2 meses atrás

Okinawa, arquipélago japonês, tem uma das maiores concentrações de centenários do mundo. Mais importante: tem uma incidência extraordinariamente baixa de Alzheimer e demências. Não é genética. Okinawanos que migram para outros países e adotam hábitos locais perdem essa proteção. Um dos princípios centrais da longevidade em Okinawa é o ‘hara hachi bu’ - filosofia alimentar que significa "comer até estar oitenta por cento satisfeito". Eles param antes da saciedade completa. Praticam, sem formalizá-lo como protocolo, restrição calórica consistente de aproximadamente trinta por cento. Estudos mostram que restrição calórica moderada ativa mecanismos celulares de autofagia - processo através do qual células degradam e reciclam componentes danificados, incluindo proteínas mal formadas que contribuem para Alzheimer.

Saúde física3 meses atrás

Em 2019, dois pesquisadores brasileiros publicaram uma descoberta surpreendente na Nature Medicine, uma das revistas científicas mais prestigiadas do mundo. Fernanda de Felice e Sergio Ferreira descobriram que quando você se exercita intensamente, seu corpo libera uma proteína-hormônio chamada irisina. Essa substância funciona como mensageiro químico que atravessa a barreira hematoencefálica e protege neurônios contra degeneração. Não é teoria. É mecanismo biológico documentado. Exercício intenso gera irisina. Irisina protege cérebro. Sedentarismo priva você dessa proteção. O interessante é que exercícios moderados e leves não produzem o mesmo efeito. A proteção cerebral requer intensidade suficiente para desencadear a cascata hormonal específica. Seu corpo já tem o sistema. Você só precisa ativá-lo.

Saúde física3 meses atrás

Em 2014, a Universidade da Califórnia publicou algo extraordinário: um protocolo que reverteu Alzheimer em 9 de 10 pacientes. Não melhorou sintomas. Reverteu. Uma das pacientes tinha 67 anos. Não conseguia mais ler - chegava ao fim da página sem lembrar o que havia lido. Esquecia números que usava diariamente. Perdia-se dirigindo em rotas familiares. Havia deixado o emprego. Sua mãe tinha morrido aos 80 anos em casa de repouso, após décadas de declínio cognitivo progressivo. Diante da perspectiva de viver o mesmo caminho, considerou não seguir adiante. Foi quando começou o protocolo multiterapêutico do Dr. Dale Bredesen. Três meses depois, todos os sintomas haviam melhorado drasticamente. Voltou a trabalhar. Permaneceu assintomática por anos. O que ela fez?

Saúde física3 meses atrás

Doenças autoimunes acontecem quando sistema imunológico não consegue distinguir células saudáveis de ameaças e começa a atacar o próprio corpo. Artrite reumatoide, diabetes tipo 1, lúpus, esclerose múltipla - são dezenas de condições onde corpo literalmente entra em guerra contra si mesmo. Mas há forma mais sutil e generalizada de autoimunidade física que atinge milhões: inflamação crônica de baixo grau. Não é doença autoimune clássica, mas funciona com lógica similar - sistema imunológico perpetuamente ativado atacando tecidos que deveria proteger. E você provavelmente está alimentando essa guerra sem perceber. Seu corpo foi otimizado durante 300 mil anos para ambiente radicalmente diferente. Sistema imunológico evoluiu para combater parasitas, ferimentos por predadores, infecções bacterianas frequentes. Hoje enfrenta ameaças que não reconhece: comida ultraprocessada, estresse crônico psicológico, sedentarismo absoluto, sono fragmentado por luz artificial. Seu corpo te ataca porque você o colocou em ambiente alienígena.

Saúde física3 meses atrás

Aqui está algo perturbador: pessoas que vivem de pensamento positivo tóxico frequentemente têm saúde física pior que céticos realistas. Ganham mais peso. Envelhecem mais rápido. Desenvolvem doenças crônicas com maior frequência. Como isso é possível se "vibração positiva" deveria atrair saúde? A resposta está na química. Pensamento positivo mágico cria expectativa que inevitavelmente leva a frustração crônica. Frustração mantém cortisol elevado permanentemente. Cortisol crônico causa inflamação sistêmica, resistência à insulina, acúmulo de gordura visceral, envelhecimento acelerado. Enquanto isso, mente positiva genuína - baseada em controle interno e ação real - reduz cortisol, aumenta dopamina, ativa sistema nervoso parassimpático. Seu corpo literalmente responde de forma diferente. Sua mente não apenas influencia seu corpo. Ela o esculpe através de cascatas hormonais mensuráveis.

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